Osaka derruba Sabalenka e chega às quartas de Wimbledon pela primeira vez

Osaka derruba Sabalenka e chega às quartas de Wimbledon pela primeira vez

Naomi Osaka protagonizou uma das maiores surpresas do torneio ao superar a número um do mundo, Aryna Sabalenka, por 6-2 e 7-6 (7/2), neste domingo, no Centre Court de Wimbledon, garantindo vaga inédita nas quartas de final do Grand Slam britânico. A japonesa, cabeça de chave número 14, não cedeu um único set em nenhuma das quatro partidas que disputou até aqui na grama londrina. Trata-se de uma das vitórias mais expressivas da carreira de Osaka na superfície que por mais tempo resistiu ao seu talento.

A vitória ganha peso ainda maior quando se considera o contexto recente: Sabalenka havia derrotado Osaka em três oportunidades consecutivas em 2026, incluindo nas quartas de Roland Garros, em junho. Era, portanto, uma dívida acertada com autoridade. O tênis mundial vive um momento de calendários sobrecarregados e rivalidades que se intensificam ao longo das temporadas - assim como acontece em outras modalidades; enquanto o circuito feminino aquece sua reta final em Londres, amantes do esporte também podem veja detalhes sobre a tabela da Premier League 2026/27, recentemente divulgada com todos os 380 jogos da temporada. Osaka agora enfrenta a tcheca Karolina Muchova, décima cabeça de chave, por uma vaga na semifinal.

Uma performance cirúrgica diante da melhor do mundo

Desde o início, Osaka impôs seu ritmo. No terceiro game do primeiro set, uma backhand fulminante cruzou a quadra e inaugurou o placar de quebras. A japonesa não se limitou a esperar os erros da adversária: saiu da linha de fundo com golpes pesados que tiraram Sabalenka completamente do ritmo. A bielorrussa, conhecida por ter dificuldades em condições de vento, gritou de frustração ao ser quebrada pela segunda vez no set e abandonou a quadra para uma pausa antes do segundo parcial.

O segundo set foi mais disputado, mas Osaka nunca pareceu em perigo real. Quando as duas chegaram ao tie-break, Sabalenka trazia uma impressionante sequência de 21 tie-breaks vencidos consecutivamente em Grand Slams. A marca não intimidou a japonesa, que venceu o desempate por 7 a 2 com precisão e confiança, encerrando a partida sem dar à rival qualquer oportunidade de reação. Sabalenka foi vista batendo a raquete repetidamente contra a própria cabeça durante os momentos finais - imagem que sintetiza bem o grau de desconforto imposto por Osaka.

Moda, maternidade e motivação: os bastidores do renascimento de Osaka

Parte do charme dessa campanha em Wimbledon vai além das quadras. Osaka tem chegado a cada partida com trajes de entrada elaborados - um quimono, uma jaqueta bomber com cauda longa, uma capa que remete a um quimono aberto. A própria tenista reconhece que toda a atenção gerada ao redor das roupas tem aliviado a pressão sobre o seu desempenho esportivo. "Para mim, essa quadra é muito especial. Essa é a primeira partida que venci aqui. Significa muito", disse Osaka após o jogo. "Faz muito tempo que não me divirto tanto em quadra, e fazer isso aqui significa muito. Perdi para ela três vezes seguidas. Foi muito ruim. Eu queria ter a oportunidade de reverter isso."

Outro elemento que a japonesa destacou com afeto foi a comida da mãe, que acompanhava o jogo da caixa de jogadores. "Ela cozinha muito. Sinto que a comida dela está me energizando. Quero mais uma refeição hoje à noite. Ela cozinha muita comida japonesa", disse Osaka, arrancando sorrisos da plateia. Por trás da leveza, há trabalho técnico sério: o treinador Tomasz Wiktorowski, que também orientou Iga Swiatek, tem remodelado o jogo de Osaka sistematicamente desde que assumiu o posto. A japonesa chegou às semifinais do US Open no ano passado e manteve o nível em 2026.

Sabalenka tropeça mais uma vez onde mais importa

Para Sabalenka, o resultado representa mais um capítulo frustrante em Wimbledon. A bielorrussa havia caído nas semifinais nas três edições anteriores do torneio e nunca chegou à final. Em 2026, também sofreu uma eliminação surpreendente nas quartas de Roland Garros, diante de Diana Shnaider. A sequência de 15 quartas de final consecutivas em Grand Slams que ela buscava foi interrompida com uma derrota que dificilmente conseguirá explicar com facilidade. Aos 28 anos, Osaka demonstrou que sua janela de grandes conquistas está longe de fechada - e que Wimbledon, onde ela nunca havia vencido no Centre Court antes deste domingo, pode ser o cenário do próximo capítulo da sua história.