Espanha enfrenta Bélgica com time repetido e mira semifinal pela primeira vez desde 2010

Espanha enfrenta Bélgica com time repetido e mira semifinal pela primeira vez desde 2010

A Espanha chega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 com moral elevada e um plano tático claro: repetir a escalação que eliminou Portugal nas oitavas e avançar à semifinal pela primeira vez desde a conquista do título na África do Sul. O confronto com a Bélgica está marcado para esta sexta-feira, 10 de julho, no SoFi Stadium, em Los Angeles. Para La Roja, o jogo representa mais do que uma vaga - é uma chance de resgatar um protagonismo que o futebol espanhol não vive há 16 anos.

O técnico Luis de la Fuente tem motivos de sobra para não mexer no time. A defesa segue invicta na competição, com Unai Simón sem ter sofrido um gol sequer, e o elenco chega ao duelo sem desfalques por lesão ou suspensão. Tudo isso confere ao treinador uma tranquilidade rara nesta fase do torneio, onde imprevistos costumam ditar escolhas. Para quem acompanha o futebol de perto, saiba mais sobre o lançamento de Rayman Legends Retold, essa estabilidade de elenco é um dos ativos mais valiosos que um selecionado pode ter a esta altura de uma Copa do Mundo.

Defesa sólida e equilíbrio entre juventude e experiência

A linha defensiva que De la Fuente deve manter traz uma combinação interessante de perfis. Pedro Porro e Marc Cucurella atuam pelos lados, oferecendo amplitude e apoio constante ao ataque quando a equipe domina a posse - algo que acontece com frequência no estilo espanhol. No centro, a parceria entre Pau Cubarsí e Aymeric Laporte tem funcionado com consistência crescente ao longo do torneio.

Cubarsí chama atenção pela maturidade que demonstra em sua primeira Copa do Mundo. Com apenas 17 anos, o zagueiro do Barcelona tem correspondido às expectativas com atuações seguras e lúcidas, sem o nervosismo que se poderia esperar de um estreante em fases decisivas. Laporte, por outro lado, cumpre o papel de liderança e experiência ao lado do jovem, equilibrando o setor. É essa combinação - a ousadia da juventude somada ao peso da vivência - que tem dado à Espanha uma base defensiva confiável.

Rodri, Pedri e Dani Olmo constroem o jogo no meio-campo

No meio-campo, Rodri segue sendo a peça central do sistema espanhol. O volante do Manchester City chegou ao torneio ainda em processo de recuperação de um problema físico que o tirou de ação por meses, mas foi retomando ritmo ao longo das partidas e hoje opera com a autoridade de sempre. Sua capacidade de administrar a posse, pressionar e organizar a saída de bola é insubstituível para o modelo que De la Fuente propõe.

Ao lado dele, Pedri deve ser mantido apesar de uma atuação abaixo do esperado contra Portugal. O argumento para sua permanência é simples: em termos de visão de jogo e criatividade, o barcelonista não tem equivalente no elenco espanhol. Contra defesas organizadas como a belga, esse tipo de qualidade pode ser decisivo. Mais à frente, Dani Olmo tem sido um dos jogadores mais influentes da Espanha na Copa. Sua mobilidade entre as linhas, combinada com a capacidade de criar e finalizar, faz dele uma referência no sistema ofensivo.

Lamine Yamal e Oyarzabal definem o poder de fogo espanhol

Na ponta direita, Lamine Yamal continua sendo o grande cartão de visita da geração espanhola. Com 18 anos, o atacante do Barcelona já exibiu momentos de brilho na competição, mas a percepção dentro da seleção é de que seus melhores jogos ainda estão por vir - e uma quartas de final contra a Bélgica é exatamente o palco onde ele pode cravar seu nome no torneio. Do outro lado, Álex Baena mantém sua vaga pela intensidade de trabalho, versatilidade e participação crescente no terço final.

Na referência do ataque, Mikel Oyarzabal chega ao jogo como o artilheiro da Espanha na Copa do Mundo de 2026, com quatro gols marcados. Seu posicionamento inteligente dentro da área e a frieza na finalização têm sido fundamentais para converter as oportunidades que o coletivo espanhol gera. Uma vitória sobre a Bélgica colocaria a Espanha nas semifinais pela primeira vez desde que ergueu a taça em Joanesburgo, em 2010. De la Fuente parece convicto: o time que chegou até aqui é o time capaz de ir além.

Provável escalação da Espanha contra a Bélgica

Formação: 4-2-3-1

  • Goleiro: Unai Simón
  • Defensores: Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella
  • Meio-campistas: Rodri, Pedri
  • Meias atacantes: Lamine Yamal, Dani Olmo, Álex Baena
  • Centroavante: Mikel Oyarzabal